A violência tem atingido diretamente a sociedade
mundial. No Brasil, tem feito milhares de vítimas, muitas dessas são jovens
entre 12 e 18 anos, que não tiveram oportunidade de ver seus sonhos realizados.
Ao observarmos o quadro da violência
urbana, muitas vezes não nos atentamos para os fatores que conduziram a tal
situação, no entanto, podemos exemplificar o crescimento urbano desordenado. Em
razão do acelerado processo de êxodo rural, as grandes cidades brasileiras
absorveram um número de pessoas elevado, que não foi acompanhado pela
infraestrutura urbana (emprego, moradia, saúde, educação, qualificação, entre
outros); fato que desencadeou uma série de problemas sociais graves.
A violência urbana tem ocasionado a morte de
milhares de jovens no Brasil. A criminalidade não é um “privilégio” exclusivo dos grandes centros
urbanos do país, entretanto o seu crescimento é largamente maior do que em
cidades menores. É nas grandes cidades brasileiras que se concentram os
principais problemas sociais, como desemprego, desprovimento de serviços
públicos assistenciais (postos de saúde, hospitais, escolas etc.) Tais
problemas são determinantes para o estabelecimento e proliferação da
marginalidade e, consequentemente, da criminalidade que vem acompanhada pela
violência. Em 2014 estes números alcançaram índices alarmantes na Bahia,
segundo estado mais letal do pais com taxa de homicídios de 38,76 mortes por
100.000 habitantes, este número deixou o estado em uma posição desconfortável
diante dos órgãos de defesa dos direitos humanos, já que para OMS (Organização
Mundial de Saúde) o número base é de 10 mortes por grupo de 100.000 habitantes,
além da Bahia, mais 04 estados brasileiros da região nordeste faz parte deste
ranking, sendo Alagoas o primeiro seguido da Bahia.

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