Conforme os dados
apresentados, tendo como fonte a (SSP/BA) Secretaria de Segurança Pública da
Bahia, o estado apresenta um índice de 38,76 mortes por grupo de 100.000
habitantes, muito acima do aceitável pela OMS, também podemos apresentar uma
correlação forte entre os crimes, principalmente no que tange ao tráfico de
drogas, apesar de não podermos comprovar com dados a causalidade destes crimes.
Itabuna cidade do interior do estado em 2014 foi considerada a cidade do Brasil
mais letal para jovens entre 12 e 18 anos, provavelmente estes crimes tenham
relação direta com o trafico de drogas, que tem uma grande movimentação na
cidade, este tipo de crime recruta principalmente os jovens, nesta faixa etária,
em sua maioria em busca por facilidades, para ostentar um poder econômico que
não lhes parece acessível de outra forma, levando-os para o mundo sombrio da
criminalidade.
Quanto ao número de
homicídios segundo grupos de gênero em Itabuna, demonstra que os homens possuem
maior risco de morte em relação às mulheres. Dos 939 homicídios ocorridos entre
os anos de 2006 a 2010, 93% (866) dos casos envolveram pessoas do sexo
masculino e apenas 7% (64) do sexo feminino, chegando a uma razão de quinze
homens para cada mulher.
Entender
como se produzem, se expressam e se distribuem as diversas formas de violência
é uma etapa necessária na luta para diminuir o peso deste problema na sociedade
(SATANA, et al. 2002).
A palavra homicídio (do latim “hominis excidium”) que é sinônimo de
assassinato significa o ato de matar uma pessoa, de forma voluntária ou
involuntária e está prevista no Código Penal Brasileiro, no capítulo dos crimes
contra a vida e incluso nos crimes contra a pessoa sendo abordado nos artigos
121 a 128 do referido Código.
A rigor, não é uma verdade absoluta
o fato de haver crescimento urbano e se ter aumento da criminalidade e
violência urbana, porém, o que se constata é que os aglomerados urbanos imersos
nas péssimas condições urbanísticas e socioeconômicas, desprovidos de condições
mínimas de sobrevivência, são mais atingidos pela violência letal e a morbidade
decorrente dela (CANO e SANTOS, 2001).
Não obstante, tal ampliação parece
estar estreitamente ligada à expansão do tráfico de drogas e de outras
atividades delituosas que adquirem relativa expressão já na década de 90. Nas
palavras de Silva (2010, p. 168), “o caráter mutante da atividade criminosa
acompanha a transformação e evolução da cidade, bem como se estabelece de forma
diferenciada dentro da rede urbana”.
O quadro de agravamento continuado
da problemática da violência que está longe de se restringir às metrópoles e às
grandes cidades, infelizmente se soma a escassez de iniciativas em matéria de
políticas públicas de segurança com unidade sistêmica, haja vista que o cerne
dos esforços de redução da criminalidade violenta tem se concentrado nos
investimentos públicos de modernização da polícia e no aumento do número de
policiais, que apenas proporcionam um alívio passageiro.
Em uma perspectiva de longa duração,
reprimir, inibir e castigar sozinhos, não são suficientes para ocasionar
nenhuma redução duradoura e satisfatória da criminalidade violenta (SOUZA,
2008). Isto porque uma política pública eficaz, eficiente e sustentável é
aquela que consegue não apenas prevenir o crime, mas, sobretudo, elevar a
qualidade de vida dos cidadãos.
Outra observação muito importante, é
que oscilações conjunturais são frequentes em matéria de taxas de crimes
violentos. Além do mais, não é difícil de se aceitar que após atingirem números
elevadíssimos, as taxas recuem para patamares mais baixos, ao menos durante
alguns anos, sob efeito de medidas repressivas e preventivas em sentido
restrito, ditadas pela pressão do clamor público (SOUZA, 2008).
Embora tráfico de drogas e
criminalidade urbana violenta não sejam sinônimos, pois nem o tráfico precisa
sempre e em todas as instâncias da violência, nem a criminalidade violenta, se
reduz aos crimes vinculados ao tráfico (SOUZA, 2008).
Devemos também ter um olhar mais
crítico e cuidadoso em relação aos jovens e adolescentes, pois é nessa fase da
vida que esses jovens são aliciados ou iludidos para ingressar na vida criminal
e que na maioria das vezes torna-se um caminho sem volta, onde praticamente a
recuperação ou ressocialização é inexistente, pois nesse dado momento da vida é
aonde se cria a personalidade e o caráter individual.
Hoje em dia, muitos daqueles que a
imprensa e a sociedade caracterizam como criminosos “perigosos” são crianças e
adolescentes, jovens de quinze, quatorze anos ou menos (SOUZA, 2008). Pequenos
furtos, roubos e assaltos são as primeiras ações dos recém-iniciados na vida
criminal.
A combinação de ascensão social
desigual em função da posição da classe e da cor, faz com que os brancos com 12
anos de escolaridade tenham em média três vezes mais chances do que os
não-brancos de chegar ao fim dos estudos universitários, uma vez que com o
diploma, os brancos continuam tendo três vezes mais chances que os demais de se
tornarem profissionais mais bem remunerados. Essa situação é devida a uma
combinação da posição de classe inicial e das desvantagens diante do sistema
educacional, parcialmente herdada do nosso passado escravocrata e, de outro
lado, de uma posição francamente racial quando se alcança os níveis de
competição nas classes mais elevadas presentes no mercado de trabalho (RIBEIRO,
2006).

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